Empreendedora de Salto do Lontra apresentou estratégia baseada em relacionamento, experiência e encantamento e defendeu que lucro, liberdade e qualidade de vida também devem ser indicadores de sucesso

Belo Horizonte, 10 de setembro de 2026 – Construir uma empresa milionária sem trocar o interior por um grande centro, sem depender de uma estrutura comercial pesada e sem transformar crescimento em sinônimo de uma rotina cada vez mais exaustiva. Foi essa visão de negócios que Suellen levou ao palco do Hotmart FIRE 2026 - principal evento da Creator Economy, promovido pela Hotmart -.
A infoprodutora, que ensina empreendedores a se tornarem estrategistas dos próprios negócios, é natural de Salto do Lontra (PR), onde vive até hoje com o marido e as filhas. Ela contou que, mesmo com a expansão da empresa, o casal decidiu permanecer no interior. Em vez de se mudar para São Paulo, ela optou por construir um negócio alinhado ao estilo de vida que queriam preservar. “Primeiro a gente escolhe os sonhos e depois adapta o negócio à vida dos sonhos”, afirmou.
Segundo Suellen, sua operação chegou a alcançar
R$ 2 milhões em vendas de mentoria em um ano utilizando principalmente o WhatsApp, sem depender de uma estrutura tradicional de closers e sem grandes investimentos em tráfego pago para esse produto. A estratégia nasceu de uma necessidade prática. Depois de uma pausa na mentoria para se dedicar à maternidade, Suellen decidiu retomar o produto sem contar com uma closer na equipe e sem querer voltar a uma rotina baseada em longas chamadas comerciais.
Em vez de enxergar a falta de estrutura como impedimento, buscou vender melhor utilizando o que a empresa já tinha. O processo passou a reunir formulário de aplicação, apresentação clara da oferta, depoimentos, informações sobre investimento, WhatsApp e mensagens personalizadas.
Suellen também incorporou conceitos do DISC - metodologia de avaliação comportamental - para pensar em diferentes formas de conduzir a venda. Clientes mais objetivos querem chegar rapidamente ao preço; outros precisam de conexão, segurança, provas sociais ou mais detalhes antes de decidir. A lógica apresentada foi simples: se as pessoas compram de formas diferentes, não faz sentido submetê-las ao mesmo processo comercial.
Um dos elementos mais importantes da estratégia é um áudio personalizado de aproximadamente um minuto. Antes da gravação, a equipe reúne informações fornecidas pelo potencial cliente, como segmento, faturamento, desafios e objetivos. Com auxílio de inteligência artificial, esses dados são organizados para que Suellen grave uma mensagem individualizada.
Segundo ela, algumas clientes relatam posteriormente que foi justamente esse contato que trouxe a confiança necessária para fechar a compra. A inteligência artificial também aparece em outras etapas da operação, apoiando a equipe na organização de informações, quebra de objeções e produção de conteúdos personalizados. Nesse modelo, a tecnologia não substitui o contato humano: ela ajuda a torná-lo viável em escala.
Outro ponto central da palestra foi a crítica ao excesso de atenção dado ao faturamento no mercado digital. “Uma vida que me traga principalmente paz. E paz vem de lucro”, afirmou. Ao relembrar a própria trajetória, Warmling contou que viveu anos de forte crescimento e períodos de retração. Em determinado momento, o faturamento caiu, mas o lucro foi preservado, experiência que reforçou sua decisão de priorizar uma operação mais enxuta.
A referência vem também da infância. Durante quase 30 anos, seus pais foram proprietários de um posto de combustíveis. Para ela, aquele modelo mostrou como uma empresa pode movimentar grandes valores e, ainda assim, operar com margens pequenas. No digital, buscou construir uma realidade diferente: uma empresa em que o dinheiro não apenas circule, mas permaneça no caixa.
A experiência do cliente é outro pilar do modelo. “Quando o cliente deixa de ser visto como mais um número, ele traz mais números”, resumiu. Novas mentoradas recebem flores em casa e, ao longo da jornada, podem ganhar presentes acompanhados de cartas personalizadas. A empresa também trabalha com os chamados “momentos mágicos”, situações em que identifica oportunidades inesperadas de surpreender uma cliente.
Em um dos casos relatados, uma mentorada perdeu o pai e a avó no mesmo dia. A equipe descobriu a situação pelas redes sociais e enviou flores para sua casa. Em outro episódio, uma cliente comentou repetidas vezes que gostava de um vestido verde usado por Suellen; algum tempo depois, recebeu uma peça igual.
“Encantar cliente é fazer aquilo que ninguém está esperando, aquilo que não precisava ser feito”, disse. A lógica tem efeito direto no negócio: clientes satisfeitos permanecem mais tempo, compram outros produtos e geram indicações.
No encerramento, Suellen também alertou para um dos riscos do mercado digital: transformar o resultado dos outros em régua para medir a própria trajetória. “Quem se compara se atrapalha. A sua vida dos sonhos é uma e a vida dos sonhos da outra pessoa é outra”, afirmou. E concluiu com uma frase que resume sua visão: “Quem admira, mira.” No caso de Suellen, mirar alto nunca significou precisar sair do interior.
Sobre a Hotmart
A Hotmart oferece soluções para quem quer criar, vender e escalar seus negócios digitais e físicos a partir da produção de conteúdos. A empresa atua na Creator Economy e conta com mais de 250 mil empreendedores digitais ativos pelo mundo e 1,6 mil funcionários e escritórios em seis países, incluindo sua sede em Amsterdã, Holanda, bem como unidades na América do Norte, América do Sul e Europa.
Para saber mais, acesse hotmart.com.
